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A Polícia Penal do Estado de São Paulo informa que no último fim de semana (11 e 12/7), o Centro de Detenção Provisória (CDP) “Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira” de Caraguatatuba impediu a entrada de familiares de detentos para visitação. As ocorrências foram registradas no momento da revista com o aparelho de escâner corporal, que mostrou alterações nas imagens captadas dos visitantes.
No sábado, o CDP de Caraguatatuba somou seis pessoas barradas durante os procedimentos de segurança para entrada no estabelecimento penal. Mulheres com as idades de 30, 33, 24, 28, 19 e 27 anos, apresentaram irregularidades nas imagens capturadas pelo equipamento. Seguindo as normas da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) vigentes, o CDP solicitou o encaminhamento das visitantes para a unidade de saúde mais próxima, para a realização de exames de imagem complementares que pudessem atestar a ausência de qualquer objeto ilícito. Contudo, todas elas se recusaram a passar por qualquer avaliação médica e, por isso, o acesso à visita foi negado.
Já no domingo, o CDP de Caraguatatuba impediu a entrada de mais duas familiares, sendo uma a mãe e a outra companheira de presos que cumprem pena no local. A genitora de um custodiado, mulher de 44 anos, desacatou os policiais penais de plantão ao reclamar sobre os procedimentos para ingresso no presídio. A outra, jovem de 23 anos, companheira de um detento, apresentou irregularidades nas imagens registradas pelo escâner corporal. As duas foram barradas para acesso ao cárcere, conforme fixado no Regimento Interno Padrão da SAP.
O CDP de Caraguatatuba instaurou expediente administrativo para suspender do rol de visitas as envolvidas nas ocorrências.