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A Polícia Civil prendeu preventivamente em Ubatuba, na noite desta segunda-feira (3), um militar da reserva, de 55 anos. Ele é companheiro da empresária Eliane Alves dos Santos, patroa que já está presa por suspeita de envolvimento na morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar. Um sobrinho da empresária foi preso nesta terça-feira (4).
De acordo com o boletim de ocorrência, o investigado foi localizado por policiais civis em uma residência na Praia do Estaleiro, localizada no bairro Ubatumirim. No local, as equipes deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
A ação foi coordenada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) da Delegacia Seccional de São Sebastião. Os agentes realizaram a abordagem no imóvel, notificaram o homem sobre a ordem judicial e efetuaram a prisão, que ocorreu sem resistência por parte do suspeito.
Por ser militar da reserva, o homem foi levado para um presídio militar na capital paulista.
O sobrinho da empresária, de 31 anos, segundo a investigação, é suspeito de participação no homicídio e na ocultação do cadáver
As apurações demonstraram que a vítima foi assassinada no mesmo dia do desaparecimento, após ser colocada em uma caminhonete sob o pretexto de ser levada para atendimento médico. Na sequência, seu corpo foi transportado até o Estado do Rio de Janeiro e abandonado em uma região de mata de difícil acesso, onde acabou sendo localizado dias depois.
A investigação também revelou diversas tentativas de ocultação de provas, entre elas reparos no veículo utilizado na ação criminosa, descarte e substituição de aparelhos celulares, exclusão de dados eletrônicos e alteração de vestígios com o objetivo de dificultar a atuação policial. Exames periciais identificaram vestígios de sangue humano nos veículos utilizados pelos investigados, além de outros elementos técnicos que corroboraram as conclusões alcançadas pela equipe de investigação.
O Delegado Seccional de Polícia de São Sebastião, André Costilhas, destacou a complexidade da investigação e o trabalho desenvolvido pela equipe da DIG. “Foi uma investigação complexa, conduzida com absoluto rigor técnico, integração entre as equipes e intenso trabalho de inteligência policial. A análise de provas periciais, imagens, dados telemáticos, rastreamento de veículos e diligências realizadas em diferentes cidades permitiu reconstruir toda a dinâmica do crime e identificar a participação de cada um dos envolvidos. Com o cumprimento de todos os mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, a Polícia Civil encerra a fase operacional da Operação ‘Último Rastro’, oferecendo uma resposta firme à sociedade e reafirmando seu compromisso com a elucidação de crimes graves e a responsabilização de todos os autores envolvidos.”
O caso
No último dia 10 de julho, a Polícia Civil deflagrou a operação “Último Rastro”, que resultou na prisão temporária da principal suspeita de envolvimento no desaparecimento da cozinheira no bairro Ubatumirim, em Ubatuba. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram fortes indícios de que a vítima – que era empregada da acusada – foi assassinada.
Com base no material reunido, a autoridade policial representou pela expedição de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária da principal suspeita, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, identificada como a ‘patroa da vítima’.
Apesar da prisão, as investigações continuaram para esclarecer completamente a dinâmica do crime, localizar o corpo da vítima e identificar eventual participação de outras pessoas no caso. A perícia encontrou sangue na caminhonete de Eliane. Ela deverá ser novamente ouvida pela polícia.
De acordo com as informações apuradas, a cozinheira desapareceu no dia 30 de junho, após pegar uma carona em Ubatuba. Sua patroa – com quem ela pegou a carona – é considerada a principal suspeita do crime.
A cozinheira teria relatado a um dos filhos, um dia antes do desaparecimento, que havia sido dispensada do trabalho por conta do período de baixa temporada, e que esperava receber seus direitos relativos à demissão para voltar à cidade de Igaratá, onde mora.
A Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Grupo de Pronta Resposta do 3°BAEP ( Batalhão de Ações Especiais), localizou no dia 17 de julho, o corpo da cozinheira, em uma área de mata da Serra D’Água, na Estrada de Lídice, em Angra dos Reis-RJ.
A confirmação da identidade à polícia foi feita por um dos filhos da cozinheira ainda na noite de sexta. Segundo a polícia, o corpo da vítima estava preso a uma árvore em uma área íngreme.